Foi então que ele sentou perto de mim. As mãos sustentavam a cabeça. A posição devia ser incômoda — o corpo apoiado em meio sobre o assoalho, a cabeça no ar, os pés no ar. Eu tremia? Não. Sentia minhas próprias unhas furando as palmas das mãos, mas meu corpo estava seguro, em riste. O primeiro toque foi dele. As mãos comprimiram minhas pernas. Depois, uma das mãos libertou-se avançando em forma de ternura. Nos seus cabelos, as minhas mãos iam e vinham, adivinhando a tessitura. Era noite, ainda. O ritual já fora cumprido. Puxou-me para si, os nossos corpos opostos no assoalho, duas lanças apontando uma para a outra. E de repente nos ferimos. Com a boca. Senti seus lábios nos meus, os dentes se chocando, as mãos que seguravam meu rosto, investigavam meus traços, eu nascia por dentro, quase gritava, tentávamos desvendar um ao outro, mas não íamos além da tentativa, que já se fazia angústia em suas mãos como espinhos, subindo por meu corpo inteiro, busca tensa. Não, não era amor, não foi amor. Tudo explodia num plano muito mais alto, muito mais intenso. Nos desvendávamos com a fúria dos que antecipadamente sabem que não vão conseguir jamais.
~ (Caio F. Abreu)

(Fuente: meio-a-meio, vía cinquenta-receitas)


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Sei lá, falta você.
 

(Fuente: r-epensar, vía diegofreschi)


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canisso:

Dia das mães *-*

canisso:

Dia das mães *-*


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(Fuente: k-a-t-yy, vía cantura)


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(Fuente: ian-somerhalder, vía sincere-word-s)


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(Fuente: theprettylittleocgleediaries, vía bitchindisguise)



Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica.
~ Tati Bernardi.  (via sincere-word-s)

(Fuente: eles-e-eu, vía sincere-word-s)


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(Fuente: congestus, vía sincere-word-s)


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(Fuente: amargedom, vía chocolate-lipstick)


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(vía samesshit)


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Um dia, pai, poderei explicar para meus filhos, porque terei entendido qual é o segredo para sobreviver ao abandono. E que, por mais incrível que pareça, todos têm o direito de partir.


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